28 de dezembro de 2021

Vale renda: programa de segurança alimentar garante dignidade a famílias de MS

Sucessor do Vale Renda, o programa Mais Social tem passado por diversas mudanças para levar dignidade às famílias em situação de vulnerabilidade social, insegurança alimentar e nutricional. O programa estadual atende mais de 32 mil famílias nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e a meta é chegar a 100 mil famílias atendidas em 2022. Em novembro, o governador Reinaldo Azambuja anunciou um pagamento extra do programa Mais Social, a título de 13º salário. E neste mês de dezembro, ele apresentou um projeto de lei aumentando o benefício de R$ 200 para R$ 300, autorizando o uso dos cartões também para a compra de gás de cozinha (GLP) e elevando o investimento anual de R$ 260 milhões para R$ 390 milhões. O programa do Governo do Estado beneficia pessoas com renda mensal familiar per capita inferior a meio salário mínimo. É o caso de Juliana Gamarra Nunes, de 35 anos, de Amambai, desempregada há meses. “Com o dinheiro vou poder comprar comida e coisas para os meus filhos, que têm 6 e 13 anos”, contou. O dinheiro, disponibilizado em forma de cartão, pode ser utilizado em qualquer estabelecimento comercial para compra de comida e de itens de higiene. A compra de bebidas alcoólicas ou cigarros com esse cartão não é permitida. Em Sidrolândia, Dejamira dos Santos, de 64 anos, também recebeu o cartão do programa. Ela migrou do Vale Renda. “É uma ajuda muito boa. Meu marido e meu filho, que moram comigo,  trabalham com reciclagem e tem meses que não acham muita latinha, mas aí temos essa segurança. Estou muito contente. Não tenho do que reclamar”, conta Dejamira, que é dona de casa. O benefício também faz toda a diferença na vida da família de Dirce Marcondes, de 58 anos. “Somos sete na minha casa: eu, meu marido, minha filha e quatro netos. É muito gasto, tem material escolar e roupas e só o salário do meu marido, que é auxiliar de uma oficina mecânica, não dá”.

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Prefeitura de Campo Grande ativa mais 20 leitos psiquiátricos para fortalecimento de política para desospitalização

A Prefeitura Municipal de Campo Grande ativou nesta segunda-feira (27) vinte leitos de psiquiatria na Santa Casa do município. A ampliação do número de vagas para internação e tratamento de pacientes com transtornos psiquiátricos e dependência de álcool e droga fortalece a política de desospitalização, a qual utiliza-se dos leitos apenas para os casos em que o paciente está em crise.  Com esta ampliação, o município passa a contar com 128 leitos de internação para estes pacientes, sendo um crescimento de 18,5% no número total de vagas disponíveis pelo SUS. Além destas há também 30 vagas em residências terapêuticas para pessoas que desejam dar continuidade ao tratamento, mas não possuem um local para moradia e apoio familiar para tal.  “Campo Grande é o município que mais investiu em saúde de toda a região centro-oeste, e a abertura destes leitos é mais uma prova disso. A demanda pela saúde mental é uma das que não está relacionada à Covid-19, que mais cresceu neste período de pandemia”, explica o secretário municipal de saúde, José Mauro Filho.  Os recursos para implantação destes leitos estão assegurados através da Portaria n°148 de 31 de janeiro de 2012, que prevê recurso de R$ 66 mil de incentivo a abertura desses leitos e, com a habilitação dos mesmos pelo Ministério da Saúde, possibilita-se o pagamento de R$ 807.855,54 anualmente.  Após tratamento em leito de internação, o paciente é referenciado para um Centro de Atendimento Psico-Social (CAPS) próximo de cada para dar continuidade ao recurso terapêutico. Novos serviços Além do CAPS I.J, inaugurado em setembro, o Complexo em Saúde Mental de Campo Grande abriga o CAPS Afrodite Doris Conti e uma Unidade de Acolhimento Infanto Juvenil (UAI), a primeira em funcionamento no Mato Grosso do Sul e a segunda do Centro-Oeste.  A UAI conta com seis vagas para acolhimento de crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade.  O serviço oferece acolhimento transitório às crianças e adolescentes de 10 a 18 anos de idade, com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.  “A unidade oferece cuidados contínuos e de proteção para este público, que pode permanecer no serviço por até seis meses, em caráter voluntário”, explica a coordenadoria da RAPS, Ana Carolina Guimarães.  Além dos CAPSs e da UAI, o Complexo conta com as residências multiprofissionais em saúde mental e médica em psiquiatria e o serviço de avaliação e acompanhamento de pessoas privadas de liberdade e de atendimento à população em situação de rua (Equipe Atenda).  Há ainda a previsão de uma nova unidade de CAPS A.D que deverá ser inaugurada no ano que vem, no prédio onde funcionava a unidade de atendimento à crianças e adolescente.  Destaque  Campo Grande é a terceira capital brasileira com o maior número de atendimentos psicossociais em relação ao tamanho da população no país. A cidade fica atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba, e realizou mais de 56 mil atendimentos somente nos seis primeiros meses do ano.   O levantamento é feito consultando a base de dados do Ministério da Saúde, que leva em consideração o número estimado de moradores nas cidades no ano de 2020 e o total de atendimentos registrados entre janeiro e junho deste ano. Campo Grande está na frente de cidades com uma população muito maior, como é o caso de Recife, a quarta colocada no ranking.   “Esse é o resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido em Campo Grande e o empenho de todos os colaboradores que fazem com que a nossa cidade se destaque não somente na vacinação contra a Covid-19, mas nas diversas áreas da saúde”, destaca o secretário.  Estrutura de atendimento  A Rede de Saúde Mental do Município é composta por 6 CAPSs, sendo 4 CAPS III, 1 CAPS A.D IV, 1 CAPS Infanto Juvenil, 1 Unidade de Acolhimento e 3 Residências Terapêuticas. Todas as unidades funcionam 24 horas por dia, com média de 1300 consultas ambulatoriais de saúde mental e 2000 mil atendimentos nos CAPS por mês. Somente a Rede Municipal possui 101 leitos para atendimentos de pacientes com problemas psiquiátricos ou usuários de álcool e droga.  Além da estrutura própria, o Município conta com 12 leitos contratualizados no Hospital Regional para atendimento de pacientes álcool e droga e 27 no Hospital Nosso Lar para atendimento de pacientes com transtornos psiquiátricos.  Os atendimentos de pacientes com transtornos leves e moderados também são realizados nas 72 unidades básicas de saúde do Município (UBS/UBSF). 

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