10 de março de 2025

Ônibus espacial secreto do Exército dos EUA retorna à Terra após 434 dias em órbita testando tecnologia avançada

Missão militar no espaço! Após 434 dias em órbita, ônibus espacial do Exército dos EUA retorna à Terra testando tecnologias inovadoras de propulsão e mudanças de trajetória. O ônibus espacial secreto do Exército dos Estados Unidos, conhecido como X-37B, retornou à Terra na sexta-feira (8) após passar 434 dias em órbita. Esta missão ultrassecreta, conduzida pela Força Espacial dos EUA, testou tecnologias avançadas de manobra e propulsão, incluindo a capacidade de mudar de órbita usando arrasto atmosférico, uma técnica que permite desacelerar sem gastar combustível. O retorno bem-sucedido marca mais um capítulo no misterioso e ambicioso programa espacial militar dos Estados Unidos. Missão secreta do Exército dos EUA: O que sabemos sobre os 434 dias em órbita do Ônibus espacial secreto O X-37B (ônibus espacial secreto) foi lançado em dezembro de 2023 a partir do Kennedy Space Center, na Flórida, utilizando um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. Durante sua permanência no espaço, o veículo realizou uma série de experimentos e testes tecnológicos, cujos detalhes permanecem em grande parte desconhecidos para o público. https://x.com/SpaceForceDoD/status/1898001843499794897 Segundo autoridades militares, um dos principais objetivos da missão foi testar a capacidade do veículo de mudar de órbita utilizando o arrasto atmosférico. Essa técnica inovadora permite que o X-37B ajuste sua trajetória sem depender de combustível adicional, o que pode revolucionar a forma como as missões espaciais são conduzidas no futuro. O Tenente-Coronel Blaine Stewart, diretor do programa, descreveu a missão como um “novo capítulo emocionante” para o X-37B, destacando a importância dos avanços tecnológicos alcançados. Pouso discreto e uso de tecnologia avançada O pouso do X-37B ocorreu antes do amanhecer na Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. A Força Espacial só anunciou a aterrissagem horas depois, mantendo o caráter discreto que caracteriza o programa. Fotos divulgadas posteriormente mostraram o veículo branco e preto estacionado na pista, sob a escuridão da madrugada. Além do teste de mudança de órbita, a missão também avaliou outras tecnologias avançadas, incluindo sistemas de propulsão e materiais resistentes às condições extremas do espaço. Esses experimentos são fundamentais para o desenvolvimento de futuras missões espaciais, tanto civis quanto militares. O enigmático X-37B: um veículo reutilizável e versátil Este foi o sétimo voo do X-37B, consolidando sua reputação como um dos veículos espaciais mais versáteis e duradouros já construídos. Desenvolvido pela Boeing, o X-37B tem 9 metros de comprimento e uma envergadura de 4,5 metros, lembrando uma versão em miniatura dos antigos ônibus espaciais da NASA. No entanto, ao contrário de seus predecessores, o X-37B é não tripulado e opera de forma totalmente autônoma ou controlado remotamente. Sua capacidade de permanecer no espaço por longos períodos é uma de suas características mais impressionantes. Em uma missão anterior, o veículo ficou 908 dias em órbita, um recorde que demonstra sua resistência e eficiência. Objetivos secretos e especulações Entre as especulações, estão o desenvolvimento de satélites espiões, testes de armas espaciais e a criação de sistemas de defesa contra ameaças orbitais. A falta de transparência em relação às atividades do X-37B levanta questões sobre o futuro da militarização do espaço e o papel dos Estados Unidos nesse cenário. O retorno do X-37B após 434 dias em órbita marca um marco significativo no programa espacial militar dos Estados Unidos. Com sua capacidade de testar tecnologias avançadas de manobra e propulsão, o veículo demonstra o potencial de inovação e liderança dos EUA no espaço. Enquanto o mundo aguarda mais detalhes sobre as atividades secretas do X-37B, uma coisa é certa: o futuro da exploração espacial será moldado por avanços como os testados nesta missão. O espaço continua a ser a próxima fronteira, e os Estados Unidos estão determinados a liderar essa jornada.

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OEA avalia papel de Toffoli contra o combate à corrupção

A denúncia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, apresentada à Organização dos Estados Americanos (OEA) pela Transparência Internacional, entrará agora em uma fase de avaliação dentro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O pedido foi feito durante uma audiência temática que discutiu os impactos da corrupção sobre os direitos humanos na América Latina. O próximo passo será a análise do material apresentado, incluindo documentos e alegações de que decisões recentes no Brasil, como a anulação das provas contra a Odebrecht, enfraquecem o combate à corrupção e geram um efeito dominó nos países vizinhos. Caso a CIDH considere a denúncia relevante, o órgão pode emitir recomendações formais ao governo brasileiro, pedindo medidas para reforçar a transparência e evitar decisões que comprometam investigações. Outra possibilidade é a realização de um relatório específico sobre a situação do Brasil, com base nos riscos apontados pela Transparência Internacional. Além disso, a OEA pode pressionar o Brasil a responder sobre as acusações, abrindo espaço para que o governo apresente sua versão dos fatos. Embora o órgão não tenha poder de punição, suas decisões podem influenciar sanções diplomáticas e até a percepção internacional sobre o Brasil no cenário anticorrupção.

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Bolsonaro e Michelle apoiam frei Gilson, atacado pela extrema esquerda

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestaram apoio a Frei Gilson depois que o religioso sofreu uma série de ataques nas redes sociais por conta de sua influência crescente no meio católico e de suas posições conservadoras. Em publicação feita neste domingo (9), Bolsonaro destacou a mobilização de milhões de convicção em torno das orações conduzidas por Frei e criticou a perseguição que ele vem enfrentando. Frei Gilson cada vez mais se apresenta como um assunto em oração, juntando milhões pela palavra do Criador. Por isso, cada vez mais, vem sendo atacado pela esquerda – escreveu. O ex-presidente também reforçou que a fé cristã jamais se curvou diante de perseguições e expressou solidariedade aos religiosos. A fé cristã nunca se curvou à perseguição e não será diferente agora. Minha solidariedade a ele e a todos que defendem os valores de Deus e da família – Mateus 5:10-12 – conclui. Michelle usou os stories do Instagram para enviar uma mensagem ao frade: Que Deus te proteja e o livre do homem mau. Veja:

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Crise de saúde mental: Brasil tem maior número de afastamentos por ansiedade e depressão em 10 anos

O Brasil vive uma crise de saúde mental com impacto direto na vida de trabalhadores e de empresas. É o que revelam dados exclusivos do Ministério da Previdência Social sobre afastamentos do trabalho. Em 2024, foram quase meio milhão de afastamentos, o maior número em pelo menos dez anos. Os dados, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que, no último ano, os transtornos mentais chegaram a uma situação incapacitante como nunca visto. Se comparado apenas com o ano anterior, as 472.328 licenças médicas concedidas representam um aumento de 68%. (Veja o gráfico abaixo). ➡️ E o que explica o recorde de afastamentos em 2024? De acordo com psiquiatras e psicólogos, é reflexo da situação do mercado de trabalho e das cicatrizes da pandemia, entre outros pontos. 🔴 A crise fez que o governo federal buscasse medidas mais duras. O Ministério do Trabalho anunciou a atualização da NR-1, que é a norma com as diretrizes sobre saúde no ambiente do trabalho. Agora, o tema passa a ser fiscalizado nas empresas e pode, inclusive, render multa. (Leia mais abaixo) Abaixo, nesta reportagem, você vai ler: Raio-x dos afastamentos em 2024 Perfil das pessoas afetadas por doenças de saúde mental O que causa o número recorde? Os rostos por trás dos números, com relatos de quem vive com a doença E o impacto no mercado de trabalho   Raio-x dos afastamentos Foto: Thalita Ferraz | Arte g1 Os dados solicitados pelo g1 ao Ministério da Previdência Social permitem traçar um raio-x da situação, com a lista de doenças que motivaram os benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença). ➡️ O benefício é concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quando o trabalhador precisa se afastar por mais de 15 dias. Para isso, é preciso passar por uma perícia médica, na qual é declarada qual doença justifica a licença. Em 2024, foram 3,5 milhões pedidos de licença no INSS motivados por várias doenças. Desse total, 472 mil solicitações foram atendidas por questões de saúde mental. No ano anterior, foram 283 mil benefícios concedidos por esse motivo. Ou seja, um aumento de 68% e um marco na série histórica dos últimos 10 anos. (Veja a evolução no gráfico abaixo) Afastamentos por saúde mental – por transtorno Foto: Luisa Rivas | Arte g1 ➡️ O número acima traz a lista de doenças de saúde mental que mais geraram concessão de benefícios por incapacidade temporária. O burnout, por exemplo, não está nessa lista. No ano passado, foram 4 mil afastamentos por esse motivo. Os especialistas explicam que o número tem relação com a dificuldade do diagnóstico. ➡️ Além disso, os dados representam afastamentos e não trabalhadores. Isso porque uma pessoa pode tirar mais de uma licença médica no mesmo ano e esse número é contabilizado mais de uma vez. Procurado pelo g1, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não informou quanto de sua verba foi revertida em assistência à saúde mental. Apesar disso, esclareceu que as pessoas passaram, em média, três meses afastadas, recebendo cerca de R$ 1,9 mil por mês. Considerando esses valores, o impacto pode ter chegado a até quase R$ 3 bilhões em 2024. O cenário por estado   O maior número de licenças está nos estados mais populosos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, proporcionalmente, quando consideramos o número de afastamentos em relação à população, os maiores índices foram registrados no Distrito Federal, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. ➡️ Não há uma explicação para o índice de cada estado, mas especialistas lembram que no caso do Rio Grande do Sul, por exemplo, houve uma tragédia: a enchente que matou centenas de pessoas e deixou milhares sem casa, afetando diversas esferas da vida dos trabalhadores. Intertitulo Perfil das pessoas afetadas Foto: Thalita Arte g1 Os dados do INSS permitem traçar um perfil dos trabalhadores atendidos: a maioria é mulher (64%), com idade média de 41 anos, e com quadros de ansiedade e de depressão. Elas passam até três meses afastadas do trabalho. 🔴Por outro lado, não foi possível fazer recortes por raça, faixa salarial ou escolaridade, pois os dados não foram informados pelo INSS. Perfil das pessoas afastadas Foto: Luisa Rivas e Thalita Ferraz | Arte g1 🔴 Os especialistas explicam que mulheres são a maioria por fatores sociais: a sobrecarga de trabalho, a menor remuneração, a responsabilidade do cuidado familiar e a violência: mulheres ganham menos que homens em 82% das áreas, segundo levantamento do IBGE. (Leia mais aqui) Total de casos de feminicídio cresceu 10% nos últimos cinco anos. (Leia mais aqui) mulheres foram as mais afetadas pela crise, com maior índice de desemprego e trabalho não remunerado, segundo pesquisa publicada pela revista científica “Lancet”. (Leia mais aqui)   “Esse padrão social sobre as mulheres gera sobrecarga. Ao mesmo tempo, elas têm salários menores e são, muitas vezes, as responsáveis financeiras pela casa. Ou seja, ainda tem toda essa pressão, que foi ampliada com toda a crise na pandemia”, disse o psiquiatra Arthur Danila, pesquisador sobre ansiedade na Universidade de São Paulo (USP).   Segundo o último Censo, as mulheres mantêm financeiramente 49,1% dos lares brasileiros. Isso significa 35 milhões de famílias pelo país. E a maioria está na faixa etária a partir de 40 anos, a mesma idade média dos afastamentos. “Isso é uma tragédia social anunciada. É a mulher que hoje provém boa parte das casas no país, e essas mulheres estarem neste nível de estafa é um risco econômico. As famílias podem ficar desabastecidas e o consumo diminuir”, diz Thatiana Cappellano, mestre em ciências sociais e consultora sobre trabalho.

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